
Nem preciso ficar apenas no Pânico: é só ver quantas pessoas tiraram o dia de ontem pra fazer piada com o Corinthians. É apenas um discurso reprodutor, que demonstra a vazia interpretação e falta de senso crítico perante a realidade (o futebol brasileiro está indo pro buraco e só tem a perder com campeonatos sucateados como o Paulistinha) e demonstra, como no caso da Babi, a imbecilização do espectador. A mídia reclama da violência nos estádios é a mesma que estimula a competição e a troça entre torcedores em todos os níveis. E não falo aqui de provocação, que faz parte do esporte mesmo, mas de achincalhar à toa, seguindo as gracinhas de gente vazia como Tiago Leifert (que já deixou de ser relevante há tempos, mas insiste no personagem), quando deveríamos se unir em prol de derrubar esse sistema podre do nosso futebol, boicotando a transmissão de Globo e afins, por exemplo.
Voltando ao Pânico, esses dias vi o quadro do Boris Casoy... e rachei de rir! A qualidade da interação entre o Carioca e o Polvilho, como disse, só demonstra o quão excelentes comediantes eles são, apesar de alocados em um programa que não tem a mesma qualidade. E, para equilibrar, eles apelam pra essa polêmica, da qual você, que também reclamava do BBB todo dia, é o principal divulgador. Pense nisso e tenha senso crítico: reclamar por reclamar não faz diferença alguma, apenas dá audiência pra quem não merece.
Não sei se as pessoas se levam a sério demais, ou se é o contrário. Mas uma coisa é fato: o facebook evidenciou o vazio intelectual da população brasileira média, expondo os seus preconceitos, sua falta de senso crítico e a visão distorcida de sociedade. Desde correntes falsas a memes sem nexo: tudo é compartilhado sem o menos critério. Eu falo porque já o fiz também, e reconheço meu erro. As pessoas, ao contrário, não apenas insistem nos erros como esbravejam em favor de uma visão distorcida pela facilidade imposta pelo veículo midiático. A capacidade argumentativa se esvai na mera reprodução de superficialidades, em prol de defender uma série de bandeiras vazias e sem nexo como se fôssemos todos baluartes do bom humor, do bom mocismo e da boa moral. A única coisa mais contagiosa que opinião vazia no facebook é depressão (no facebook todo mundo tem depressão, já notaram? Tá na moda ser deprê).
Eu sou defensor de uma utilização consciente, pró-ativa e construtiva do facebook, mas também sou defensor do bom humor. Não quero aqui passar por chato (apesar de ser), mas atentar à preguiça das pessoas em refletir, em argumentar, em pensar por si próprias. Se escorar no Willy Wonka não te faz mais inteligente, mas apenas uma besta quadrada que não sabe quem é o Gene Wilder.
O Pânico é produto de seu tempo, não é a pior coisa do mundo, não merece sua indignação e não vai mudar por causa de sua indignação. E a Babi Rossi continua gostosa e bonita mesmo careca, porque só uma sociedade muito superficial para se ater à beleza apenas do ponto de vista da ausência ou presença do cabelo. Quem se limita a isso não sabe enxergar a real beleza do ser humano, que independe de roupa, de cabelo, de forma e de bunda. Há mulheres lindas carecas, gordas, punks, góticas, deficientes e o diabo à quatro! E, cacete, beleza não faz a pessoa! Aliás, todo mundo defende isso todo dia no próprio facebook: que se valorize o interior, que se destrua a falsidade, que se promulgue o verdadeiro conteúdo ao invés da forma... Então porque o choque? Será que é porque as pessoas não lêem o que elas mesmas compartilham? Quem age assim, para defender ou atacar, é tão vazio quanto quem critica.
Por isso essa é a única vez que falarei sobre o assunto.
Não sei se as pessoas se levam a sério demais, ou se é o contrário. Mas uma coisa é fato: o facebook evidenciou o vazio intelectual da população brasileira média, expondo os seus preconceitos, sua falta de senso crítico e a visão distorcida de sociedade. Desde correntes falsas a memes sem nexo: tudo é compartilhado sem o menos critério. Eu falo porque já o fiz também, e reconheço meu erro. As pessoas, ao contrário, não apenas insistem nos erros como esbravejam em favor de uma visão distorcida pela facilidade imposta pelo veículo midiático. A capacidade argumentativa se esvai na mera reprodução de superficialidades, em prol de defender uma série de bandeiras vazias e sem nexo como se fôssemos todos baluartes do bom humor, do bom mocismo e da boa moral. A única coisa mais contagiosa que opinião vazia no facebook é depressão (no facebook todo mundo tem depressão, já notaram? Tá na moda ser deprê).
Eu sou defensor de uma utilização consciente, pró-ativa e construtiva do facebook, mas também sou defensor do bom humor. Não quero aqui passar por chato (apesar de ser), mas atentar à preguiça das pessoas em refletir, em argumentar, em pensar por si próprias. Se escorar no Willy Wonka não te faz mais inteligente, mas apenas uma besta quadrada que não sabe quem é o Gene Wilder.
O Pânico é produto de seu tempo, não é a pior coisa do mundo, não merece sua indignação e não vai mudar por causa de sua indignação. E a Babi Rossi continua gostosa e bonita mesmo careca, porque só uma sociedade muito superficial para se ater à beleza apenas do ponto de vista da ausência ou presença do cabelo. Quem se limita a isso não sabe enxergar a real beleza do ser humano, que independe de roupa, de cabelo, de forma e de bunda. Há mulheres lindas carecas, gordas, punks, góticas, deficientes e o diabo à quatro! E, cacete, beleza não faz a pessoa! Aliás, todo mundo defende isso todo dia no próprio facebook: que se valorize o interior, que se destrua a falsidade, que se promulgue o verdadeiro conteúdo ao invés da forma... Então porque o choque? Será que é porque as pessoas não lêem o que elas mesmas compartilham? Quem age assim, para defender ou atacar, é tão vazio quanto quem critica.
Por isso essa é a única vez que falarei sobre o assunto.
Passar bem.
PS: Retornei dos mortos com polêmica, como meu espírito Luciana Gimenez adora.
PS: Retornei dos mortos com polêmica, como meu espírito Luciana Gimenez adora.