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domingo, 20 de outubro de 2013

Salvem as baratas!



Todo mundo tem que dar pitaco, certo? Então lá vou eu. Bom dia!

Eu, se pudesse, enfiava um tubo de ensaio quente e bem grande reto adentro de alguém que tortura um animal pra fazer um produto de beleza. Assim como morro de vontade de tirar uma tira de couro de um peão de boiadeiro na espora, com seu saco escrotal devidamente atado e bem apertado pra ele pular bastante. Todos nós temos vontade de ver gente que maltrata bichos sofrer o dobro. São animais irracionais, que não entendem o porque estão ali e sofrem para suprir nossos caprichos fúteis. Somos seres terríveis, capazes de coisas tão nefastas quanto arrancar olhos de animais para uma perua qualquer ficar mais cheirosa. A humanidade não vale absolutamente nada.
Isso posto, eu refleti muito. E não sou a favor do que está acontecendo no Instituto Royal.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ciência - Religião


Saiu uma pesquisa detalhada no Estadão sobre como Jovens brasileiros conciliam ciência e religião.

A pesquisa, como disse um amigo que compartilhou a matéria no facebook, mais me assusta que traz alento. É realmente assustador que 36% dos jovens brasileiros, um número deveras expressivo, não "concordem" com a ideia de que "as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado". Mas, quando pensamos no doutrinamento religioso da crescente corrente neopentecostal associado à péssima educação fundamental que possuímos no nosso país, fica fácil compreender o porque de tal porcentagem. A coisa fica mais complicada ainda quando lemos coisas como a seguinte:

"Para a filósofa e educadora Roseli Fischmann, os resultados da pesquisa são "compatíveis com a capacidade dos jovens de viver o mundo de descoberta da ciência sem abalar sua fé"."

Tenho um problema sério com a ideia de conciliar religião e ciência. De fato, muitos acham que uma coisa não exclui a outra, mesmo quando tratamos de assuntos como a Evolução, que numa reflexão lógica excluiria essencialmente a ideia promulgada, por exemplo, pela Bíblia, de que os homens já nasceram à imagem e semelhança de Deus e são diferentes dos animais. mas as pessoas parecem não compreender que o pensamento racional, em geral, é uma oposição ao pensamento religioso e dogmático. Não sei se a dificuldade em compreender a questão é mais influente que a filosofia promulgada por religiosos de todas as correntes, ou se justamente a influencia desses religiosos incide sobre a dificuldade de compreensão das pessoas de alguns conteúdos básicos. Por vezes penso que o processo evangelizatório impõe uma barreira mental à absorção e conteúdos que contrastem com os conteúdos religiosos em vários níveis, e ao delimitar o acesso do fiel à reflexão por intermédio do dogma, se estabelece uma estratégia de dominação interessante.

É só atentarmos para a ideia de que humanos não são animais, que está evidente na pesquisa e em vários comportamentos ideológicos que vemos por aí. Não faz o menor sentido, para um observador com o mínimo de bom senso, mas é o que supõe-se a partir da leitura que se faz da evolução mediante a visão enviesada dos leitores da bíblia. Parte-se do conceito de que o homem foi feito "à imagem e semelhança de Deus" e que ele é o senhor da Terra e dos animais para limitar a extensão do reino de Deus ao que é humano e aquilo de que o humano assenhora-se, e do que ele concebe em si. A medida de todas as coisa, porém, é o que transcende esse humano e legitima seu poder: a palavra. De tal forma, a legitimidade do reino de Deus passa pela legitimidade da palavra que, como verdade, é intransponível por qualquer ciência que seja. Intransponível no sentido de que não se pode cruzar ambas, de fato, em qualquer viés de análise que considere necessária a ideia da irmanação entre homens e animais, pressuposta a origem comum de ambas. E intransponível porque não pode ser deposta em prol de nenhum discurso que se veja mais coerente pois a palavra se sustenta na própria existência para se justificar - ela é o mistério indecifrável ao mesmo tempo que é a verdade absoluta, um paradoxo convenientemente insolúvel.

É deveras complexo, no entanto, na era da ciência, a imposição cega do dogma que não leve em conta o mínimo de noção da história científica e seus avanços. A inserção artificial da esfera científica na religiosa (e falo de inserção porque é hipocrisia ver as esferas como partes de um todo, sendo a religião a única verdade para o fiel) pretende-se mais, a meu ver, uma defesa da religião frente ao racionalismo que uma aceitação de qualquer teoria científica. Dizem que aceitam o que a ciência tem a oferecer mediante as mudanças sociais implementadas pela mesma, mas não a custo de seus dogmas e tradições. O que não percebem os religiosos é que a imutabilidade não é coerente com o questionamento, o que opõe diametralmente ciência e religião.




Assim, da mesma forma, como a autoafirmação é parte intrínseca do processo evangelizatório, afirmar que há qualquer tipo de convergência entre teses científicas e dogmas religiosos tira força da ciência, mas não da religião. É interessante para a própria religião que ela se coloque como acolhedora (é a sua função, inclusive, a nível psicológico), portanto, acolher para si o discurso científico passa a falsa ilusão de plenitude do discurso religioso, que abarca todos os outros. Assim, ao mesmo tempo, menospreza qualquer possível atrito pela autoafirmação de seus dogmas sobre os discursos que contém, submetendo-os (e seus métodos) às suas próprias idiossincrasias - haja vista qualquer debate alçado ao nível político, que envolva o questionamento de dogmas religiosos: sempre o discurso religioso se coloca como anterior e superior ao secular.

Isso é apenas uma curta reflexão; o debate é muito mais longo e produtivo que o que está exposto aqui. Mas nenhuma discussão séria sobre isso, a meu ver, podemos observar de cima do muro. Nesse caso ainda mais pois para mim não há caminho no meio entre as duas visões de mundo: ciência é o contrário de religião. Devemos deixar de lado a ingenuidade e assumir nossos discursos, pois passou da hora de assumirmos que, mediante seus mais rígidos aspectos nocionais, ciência e religião são sempre excludentes e, porque não, reciprocamente substituíveis mediante a postura que se assume diante do mundo.

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PS: as imagens são retiradas de um blog que tem a visão oposta a minha, e acho que vale a visita, para expandir a discussão: http://www.criacionismo.com.br/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Proíbam a homeopatia!!!

Imagem meramente ilustrativa...

Já sei que muitos dos que eu conheço são a favor da "medicina homeopática" e terapias alternativas.

Bem, eu tenho muitos arcgumentos contra essas práticas...

Mas qualquer coisa que eu pudesse utilizar como argumento não seria mais contundente do que o que se encontra no seguinte post:

http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/2811/fracassa-suicdio-homeoptico-de-cticos-britnicos

Há anos a homeopatia vem agindo como se fosse uma ciência séria, como se salvasse vidas, como se servisse como algo mais que placebo.

É capaz de as famosas "pílulas de farinha" serem mais eficazes que a homeopatia.

Em 1980 o Conselho Federal de Medicina reconheceu a homeopatia como especialidade médica.

As cafagestagens como a homeopatia e outras práticas alternativas que se travestem de "medicina alternativa" precisam ser banidas do mapa!

Uma boa dica para quem quer mais argumentos contra as diversas terapias alternativas é o documentário "Inimigos da Razão", do cético, biólogo e pop star Richard Dawkins.

Ele se encontra legendado e dividido em diversas partes no Youtube.

Assistam... é esclarecedor.

PS: Visitem o Ceticismo Aberto.