PRÉ-FACIO
Tem um monte de disco que eu não ouvi em 2008. Eu não ouvi ou por falta de tempo, por lembrança ou por oportunidade. Não ouvi o novo do The Cure e do Bruce Springsteen. E tem coisas que só ouvi esse ano, no começo de 2009... mais exaCtamente essa semana, e que estariam nessa lista.
Mas, a título de continuação, vou prosseguir do ponto onde parei. Considerando que não houve ainda na minha lista um disco que seja páreo pro Haggard, que falta falar? Pela minha lista, eu já perdi o rumo na ordem aNAlfabétRica. E pra nao me repetir, não vou falar do Queen+PR nem do Keane e nem do Van Canto, ok?
Vamolá então.
Kings of Leon - Sex on fire (Only by the night)
TIO, O NOME DO DISCO TÀ ERRADO! Não tá não, heheheh. Sex on Fire resume um excelente disco de uma banda que nunca me chamou muito a atenção. Era legalzinha e só. Mas quando ouvi Sex on Fire, fui lá buscar o resto da discografia e me vi diante de uma banda excelente que merecia mais da minha atenção mesmo. Pra mim, esse é o melhor trabalho deles. Destacando Crawl, Manhattan, Revelry (eu sou um romântico, adoro baladas) e é claro Sex on Fire.
Nota 9 pra esse.
Mars Volta - The Bedlam in Goliath
Animal. Não é a coisa mais impressionante que eles já fizeram, mas qualquer coisa que o Mars Volta faça é 1.000.000.000.000.000.000 vezes melhor que a maioria do que rola por aí. Gostei principalmente do peso e do swing. Eles são mesmo uma banda única. Nota 8,5.
Metallica - Death Magnetic (ou A Ressurreição).
Pruma banda que não lançava nada desde 1991, os caras voltaram com força total. Um puta disco, que prova que eles são quem são e não à toa. Ah, e se todas as músicas do álbum seguinte deles forem com My Apocalipse, nós talvez tenhamos nesse futuro o melhor álbum dos caras. Esse é o Metalica da minha infância. Ué? Você está me dizendo que eles lançaram discos depois de 1991? Fazmerir, infiel. Nota 8,5 pra eles e -15 pra você, seu bosta. Hail the TRUE Trash metal!
Nick Cave and the Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!!
Preciso ouvir mais esse disco... Mas Nick Cave é rei, e ponto. Discografia impecável, um gênio há mais de 20 anos. Nada mais a declarar. Nota 9.
Northern Kings - Rethroned
HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH... Rir foi a primeira coisa que eu fiz quando vi esse clipe, e olha que ele é do primeiro disco dos caras. O que é isso? Bem, os caras são quatro vozes de quatro bandas do cacete, que representam o puro metal true do norte (e de Thor), fazendo... covers? De Bon Jovi? Seal?! SINEAD O'CONNOR?!?! DURAN DURAN?!?!?!? KYLIE MINOGUE?!?!?!?!?!?!? hehehehehehehehehe...
Meu, sinceramente... ouçam esse disco. É das coisas mais legais (apesar de não ser original, já que o attocity já faz isso) e cômicas da história. Nota 9, e isso porque eu nem disse que tem Strangelove da minha banda preferida, Depeche Mode. E My Way do Frank Sinatra. Hehehehehe...
Opeth - Watershed
Não que esse disco seja o divisor de águas da banda. Mas o Opeth há muito tempo é o divisor de águas do metal. Quiçá do rock. Falo isso sem medo de represálias, pois o Opeth tá fazendo algo que quase NINGUÉM tá fazendo com o metal e com o rock atualmente: injetando inteligência. Duvida? Ouça Burden por exemplo!. Quando me dizem que coisas como os "Macacos Árticos" e o "Cansei de ser Chatas" e Cia são a salvação do rock, eu penso porque as pessoas encaram o heavy metal como coisa de adolescente. Sério mesmo? Ouça Opeth e depois venha falar comigo.
O Watershed? Ah, nota 10. Como todos os discos do Opeth, não é apenas música: é arte.
Trivium - Shogun
Nossa, como tem disco de metal nessa lista. Sou eu que subestimo demais, ou houve um salto de qualidade nas produções metálicas esse ano? Bem, Trivium foi uma grata surpresa pra mim esse ano. Eles são meio o que eu esperaria que o Metallica fosse se não tivesse passado quase 20 anos hibernando. Hoje, os caras do Metallica vão ter que comer poeira pra chegar perto da qualidade de um Trivium. Trash de primeira. Nota 9,5.
Elbow - The Seldom Seen Kid
A banda mais injustiçada do rock inglês. Uns caras muito criativos, que são acessíveis e tem tudo pra explodir nas paradas. Mas talvez, seja melhor assim... eles permanecerem como uma jóia rara do indie, donos de uma beleza que põe Coldplay, Keane, Snow Patrol e até o Radiohead atual no chinelinho. Merecem uma resenha cuidadosa, que farei a seguir. Afinal de contas, eles são donos do single do ano pra mim, On a Day Like This. E do clipe que pela simplicidade me levou às lágrimas. Deu uma vontade agora de gritar: HOLY COW! I love your eyes.... Nota 10 (e meio... hehehe).
Que Grammy que nada! Hehehehe...
Até mais!
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sábado, 10 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
RESENHA: Tales of Ithiria - Haggard
PRÉ-FACIO
Eu parei um tempo antes de prosseguir com a lista de melhores de 2008, não apenas por falta de tempo, mas também porque ouvi derradeiros álbuns após a primeira postagem, e achei mais justo continuar o post já em 2009. Aliás, feliz ano novo a todos.
Bem, prosseguindo. Eu já resumi bem o que irei falar a seguir. Falarei de uma obra nota 11, daquelas coisas que por vezes aparecem e do nada assaltam nossa alma como ladrões roubando os melhores quadros do nosso Louvre interno. Imagino que, aqui, inauguro uma nova possibilidade de post nesse ano que se inicia: o NOTA 11. Mas como esse post também é uma resenha, guardo o nota 11 pra quando for resenhar outras coisas.
Bem...
Como começar essa resenha? hummm...
Talvez assim:
Eu parei um tempo antes de prosseguir com a lista de melhores de 2008, não apenas por falta de tempo, mas também porque ouvi derradeiros álbuns após a primeira postagem, e achei mais justo continuar o post já em 2009. Aliás, feliz ano novo a todos.
Bem, prosseguindo. Eu já resumi bem o que irei falar a seguir. Falarei de uma obra nota 11, daquelas coisas que por vezes aparecem e do nada assaltam nossa alma como ladrões roubando os melhores quadros do nosso Louvre interno. Imagino que, aqui, inauguro uma nova possibilidade de post nesse ano que se inicia: o NOTA 11. Mas como esse post também é uma resenha, guardo o nota 11 pra quando for resenhar outras coisas.
Bem...
Como começar essa resenha? hummm...
Talvez assim:
It had already become day as he opened the big wooden door and stepped out of the shadows.
The sun had shown behind the eastern forest, bright and warm in a cloudless sky.
As his eyes closed, he slowly raised his head.
Gently, the morning wind caressed his face and rustled through his long hair
The chatter of the birds had become one with the whispers of the black elders, melding with the rhythmic babbling of the little brook, which wound its way to the distance behind the humble grange.
But it has not always been like that.
One thousand seven hundred years ago, during the celebration of the two moons, the enemy forayed over powered the villagers under the cloak of darkness.
Brave men were cut down where they stood in the cold crisp autumn night.
The ones who still had life in their veins escaped in despair, but regathered quickly and formed a resistance.
Many among them, women and children, only armed with axes, torches, and pitchforks.
And it seemed as if all hope was forsaken...
The sun had shown behind the eastern forest, bright and warm in a cloudless sky.
As his eyes closed, he slowly raised his head.
Gently, the morning wind caressed his face and rustled through his long hair
The chatter of the birds had become one with the whispers of the black elders, melding with the rhythmic babbling of the little brook, which wound its way to the distance behind the humble grange.
But it has not always been like that.
One thousand seven hundred years ago, during the celebration of the two moons, the enemy forayed over powered the villagers under the cloak of darkness.
Brave men were cut down where they stood in the cold crisp autumn night.
The ones who still had life in their veins escaped in despair, but regathered quickly and formed a resistance.
Many among them, women and children, only armed with axes, torches, and pitchforks.
And it seemed as if all hope was forsaken...
TALES OF ITHIRIA
Desde essa magistral introdução, The Origin, já nota-se que temos em mãos um épico, de grande magnitude. Mas um épico metálico é coisa comum, e há bandas que esmeram-se em tentar produzir no ouvinte a sensação de é possível ver o sangue do lorde das trevas que corre pela espada de aço do glorioso guerreiro. Mas esse não é o objetivo do Haggard. Eles vão além, o que se nota logo ao procurar um pouquinho sobre a banda na net (mais especificamente na Wikipedia).
O Haggard tem estrada... eles surgiram em 1991 e tocando originalmente death metal, mas logo partiram para algo maior, e o grupo possui como principal característica o número de membros tocando diversos instrumentos que vão da base metálica guitarra-baixo-bateria até violinos, flautas, violoncelos e outros instrumentos clássicos. Além disso, todos seus discos contam uma história, com narrações e diversos vocalistas. De uma ousadia ímpar, a base dos vocais é uma mistura de canto lírico com gutural, bem comum até dentro do metal, mas nunca empregada - na minha opinião, pelo menos - dessa forma, com essa grandeza. Desde a capa, a produção é gigantesca, deixando qualquer Rhapsody (of Fire) no chinelo.
Quando se inicia o Capítulo I - Thales of Ithiria, temos uma introdução lírica em, latim (Quando coeli movendi sunt et terra/Dum veneris judicare saeculum per ignem - traduz aí Arthur... hehehe). Brega, poderiam dizer alguns, mas apropriadíssima para apresentar a longa canção, e seus vários vocais diferentes. A seguir, uma suave melodia de cordas, lindíssima, que cria todo um clima peculiar ao som do Haggard, que lembra muito música renascentista.
E o vocal pesadão, gutural, entra junto das guitarras, para nos lembrar que se trata de um disco de metal. E que metal. É cadenciado, mas com bastante peso, sempre acompanhado do oboé que dá uma característica única (devo repetir essa expressão diversas vezes) à canção. E o que dizer mais. Piano, vocais líricos femininos e masculinos, vocais limpos, flauta, harpa... Tudo que você precisa saber sobre o Haggard já aparece aqui, nessa música, pronto. Se o disco tivesse apenas essa música, já valeria nota 10.
Mas a criatividade desses músicos não tem limite.
Após a necessária vinheta From deep within, aparece o Capítulo II - Upon fallen Autumn leaves. E o que dizer da introdução, com uma melodia tipicamente medieval, cordas e vocais líricos num crescendo maravilhoso? Crescendo que leva ao vocal gutural cavernoso e a seqüência da letra em alemão. Melodia pesada que intercala com a levada mais light, com vocal lírico feminino. Nada que outras bandas nunca tenham feito, mas nenhuma com a qualidade do som do Haggard.
Logo a seguir, mais música clássica. Mas não espere aquela profusão de coros e violinos das bandas de Metal Melódico tradicionais. A coisa em In des Königs Hallen (Allegretto Siciliano) é bem trabalhada e abusa da variedade de instrumentos, principalmente dos metais. Um tema belíssimo.
Fica até chato ficar elogiando. O legal de Chapter III - La Terra Santa é a levada que lentamente te insere no climão da música. Com uma melodia cantada de maneira limpa a narrativa prossegue. E o que dizer das belas vozes femininas? Nada, já disse tudo, elogiá-las pelas performance no refrão dessa música é chover no molhado. A criatividade desses músicos não tem limites.
Em seguida, a delicada vinheta Vor dem Sturme, com a excelente narrativa introduzindo Chapter IV - The Sleeping Child. Pauleira, pra fãs de metal. O vocal grunhido é muito adequado e o acompanhamento (sutil) de violino dá todo um climão à música. E o refrão? Ah, e apesar do peso da música, ela tem um solo de harpa com acompanhamento de violinos e flauta ,e depois um solo de flauta. Seria o suficiente pra o leitor desse texto correr atrás desse disco?
Se não for, então ouça Hijo de la Luna:
É a minha favorita do disco. Não tenho condiçõesa de falar algo acerca dessa música sem ser repetitivo nos elogios. Estamos ou não estamos diante de uma obra prima?Desde essa magistral introdução, The Origin, já nota-se que temos em mãos um épico, de grande magnitude. Mas um épico metálico é coisa comum, e há bandas que esmeram-se em tentar produzir no ouvinte a sensação de é possível ver o sangue do lorde das trevas que corre pela espada de aço do glorioso guerreiro. Mas esse não é o objetivo do Haggard. Eles vão além, o que se nota logo ao procurar um pouquinho sobre a banda na net (mais especificamente na Wikipedia).
O Haggard tem estrada... eles surgiram em 1991 e tocando originalmente death metal, mas logo partiram para algo maior, e o grupo possui como principal característica o número de membros tocando diversos instrumentos que vão da base metálica guitarra-baixo-bateria até violinos, flautas, violoncelos e outros instrumentos clássicos. Além disso, todos seus discos contam uma história, com narrações e diversos vocalistas. De uma ousadia ímpar, a base dos vocais é uma mistura de canto lírico com gutural, bem comum até dentro do metal, mas nunca empregada - na minha opinião, pelo menos - dessa forma, com essa grandeza. Desde a capa, a produção é gigantesca, deixando qualquer Rhapsody (of Fire) no chinelo.
Quando se inicia o Capítulo I - Thales of Ithiria, temos uma introdução lírica em, latim (Quando coeli movendi sunt et terra/Dum veneris judicare saeculum per ignem - traduz aí Arthur... hehehe). Brega, poderiam dizer alguns, mas apropriadíssima para apresentar a longa canção, e seus vários vocais diferentes. A seguir, uma suave melodia de cordas, lindíssima, que cria todo um clima peculiar ao som do Haggard, que lembra muito música renascentista.
E o vocal pesadão, gutural, entra junto das guitarras, para nos lembrar que se trata de um disco de metal. E que metal. É cadenciado, mas com bastante peso, sempre acompanhado do oboé que dá uma característica única (devo repetir essa expressão diversas vezes) à canção. E o que dizer mais. Piano, vocais líricos femininos e masculinos, vocais limpos, flauta, harpa... Tudo que você precisa saber sobre o Haggard já aparece aqui, nessa música, pronto. Se o disco tivesse apenas essa música, já valeria nota 10.
Mas a criatividade desses músicos não tem limite.
Após a necessária vinheta From deep within, aparece o Capítulo II - Upon fallen Autumn leaves. E o que dizer da introdução, com uma melodia tipicamente medieval, cordas e vocais líricos num crescendo maravilhoso? Crescendo que leva ao vocal gutural cavernoso e a seqüência da letra em alemão. Melodia pesada que intercala com a levada mais light, com vocal lírico feminino. Nada que outras bandas nunca tenham feito, mas nenhuma com a qualidade do som do Haggard.
Logo a seguir, mais música clássica. Mas não espere aquela profusão de coros e violinos das bandas de Metal Melódico tradicionais. A coisa em In des Königs Hallen (Allegretto Siciliano) é bem trabalhada e abusa da variedade de instrumentos, principalmente dos metais. Um tema belíssimo.
Fica até chato ficar elogiando. O legal de Chapter III - La Terra Santa é a levada que lentamente te insere no climão da música. Com uma melodia cantada de maneira limpa a narrativa prossegue. E o que dizer das belas vozes femininas? Nada, já disse tudo, elogiá-las pelas performance no refrão dessa música é chover no molhado. A criatividade desses músicos não tem limites.
Em seguida, a delicada vinheta Vor dem Sturme, com a excelente narrativa introduzindo Chapter IV - The Sleeping Child. Pauleira, pra fãs de metal. O vocal grunhido é muito adequado e o acompanhamento (sutil) de violino dá todo um climão à música. E o refrão? Ah, e apesar do peso da música, ela tem um solo de harpa com acompanhamento de violinos e flauta ,e depois um solo de flauta. Seria o suficiente pra o leitor desse texto correr atrás desse disco?
Se não for, então ouça Hijo de la Luna:
A seguir, mais uma vinheta, a forte On this endless fields,
Their horses heavy
In clad and chain armor
March into battle
Man against man
Sword against sword
Hammer and axe against shield
Let the banners fly high
Mortal screams pierce the cold air
As steel meets flesh and the strong rule the weak
(...)
In clad and chain armor
March into battle
Man against man
Sword against sword
Hammer and axe against shield
Let the banners fly high
Mortal screams pierce the cold air
As steel meets flesh and the strong rule the weak
(...)
e o disco vai chegando ao final... e que final, digno de um épico. E se vc não estava ainda se sentindo dentro de um filme épico, prepare-se para Chapter V - The Hidden Sign. Seja nos levando à Irlanda medieval, ou à longínqua Gália, em torno de uma fogueira a dançar e a cantar, o Haggard não perde a mão. Cabe a nós, ouvintes, deleitar-se com mais um excelente trabalho de conciliação entre o peso do metal e a beleza do erudito. Nesse caso, introduzindo uma melancólica melodia (com um belíssimo dueto de violino e piano, de levar às lágrimas).
E assim, encerra-se a resenha do que pra mim foi o melhor disco que ouvi em 2008. Metal de gente grande, sem afetações. Sem tirar nem por, esse é um álbum nota 11!
And then, the great rains set in
And but for a moment it seemed
As if all the blood had been cleansed by the Gods
And but for a moment it seemed
As if all the blood had been cleansed by the Gods
Tales of Ithiria, Haggard: 2008
Nota: 11
PÓS-FÁCIO:
O disco: http://rapidshare.com/files/141140833/H-TOI.by.canalladfc.rar.html ou http://www.megaupload.com/pt/?d=HVWNVSZX. Links da Comu Discografias no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=6244330&tid=5247379772850248169&kw=haggard
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Melhores discos de 2008
PRÉ-FACIO
Achei que ia acabar o ano sem fazer isso, mas acho que, na medida do possível, sou capaz de fazer uma lista de acordo com o que eu poderia considerar "o melhor de 2008". Eu sempre gostei de listas, mas sei das inevitáveis complicações que elas acarretam, levando em conta gosto pessoal, estilos favoritos e tudo mais.
Esse pra mim foi mais um ano de garimpo musical, onde posso dizer que descobri muita coisa, principalmente num gênero que muito aprecio mas que vem ficando de lado nos últimos anos: o metal. Já escrevi bastante coisa sobre metal esse ano, mas não canso de me surpreender com oq ue a criatividade desses músicos é capaz de produzir.
Bem, vou então para uma lista do que de melhor eu ouvi esse ano, primiramente do que foi lançado esse ano:
MELHORES DE 2008
AC/DC - Black Ice
Não tive tempo de escrever uma resenha, mas esse é um dos melhores lançamentos do rock nos últimos tempos. Os Young despejam energia desde o primeiro riff de Runaway Train, música que já nasceu clássica. E, por todo disco, só tem clássicos. Pra mim, nota 10.
ASIA - Phoenix
Já comecei com duas bandas clássicas. Não tem como não viajar ao som de Never again e não lembrar daquela época onde ficávamos ouvindo as rádios esperando tocar clássicos de Europe, Asia e Journey para gravar nos nossos K7s. Nota 10. O quê? Não sabe quem é Steve Howie? Então vá embora daqui.
Atrocity - Werks 80 II
Depois de ouvir o que esses caras fazem com o som dos anos 80, sou incapaz de ouvir qualquer outra coisa que eles tenham lançado. Pra mim eles nasceram pra fazer covers. E são ótimos nisso... People are people, versão da minha banda favorita, não me deixa mentir. Eu dou um 9,0 pros caras, só por que depois descobri o Northern Kings, que apesar de ter tido a mesma idéia depois, é mais interessante.
Ayreon - 01011001
Quando ouço qualquer coisa que possui o nome de Arjen Lucassen eu tenho certeza que é algo genial. O cara faz um heavy progressivo muito bem tocado, e lotado de gente phoda. Ele já teve suas músicas cantadas por diversos vocalistas fodões, e todos seus álbuns contam uma história dentro de um projeto maior. O cara é foda, é a Opera Metal num nível acima de tudo que já vi nesse estilo (morra Avantasia). Esse disco tem Daniel Gildenlow (PAIN OF SALVATION) e Hansi Kursch (BLIND GUARDIAN), o que pra mim já faz do disco um clássico. Nota 9,5, só porque não é melhor que o The Human Equation.
Bittencourt Project - Brainworms I
E não é que o cara sabe cantar? Bom saber que existe um cara brasileiro, que toque tanto, consiga lançar um disco com tamanha qualidade e ainda com uma pegada prog pra Angra nenhum botar defeito. Além da versão cover obrigatória de O Pastor (cara, eu nunca tinha imaginado que essa música, que já era lindíssima com o Madredeus, ficaria tão perfeita numa versão metal). Puta bom gosto, puta disco. Nota 9,5.
Coldplay - Viva la vida
Não importa se não é melhor que X&Y e a Rush of blood to the head... Não importa se eles plagiaram o Joe Satriani. Não, nada importa, quando você se expõe aos primeiros e belíssimos acordes de Life in technicolor... Coldplay é maior do que muitos pensam e menor do que eles próprios acham. Mas ainda assim é uma das melhores bandas pop da atualidade. Nota 8,5.
Duffy - Rockferry
Se a Amy Winehouse não fosse junkie extreme e fosse bonita (e loira) ela seria a Duffy? Não, a Amy tem o seu lugar na história da música garantido, mas cada vez que eu ouço Mercy eu só consigo pensar DA ONDE SAEM ESSAS PESSOAS?! Linda, canta muito e é classuda: nota 9 pra esse disco, indispensável.
Gnarls Barkley - Odd Couple
Um puta cara criativo e um negão que canta com o âmago do útero... desde que o mundo conheceu a power fuckin Crazy ano passado, que a St Elsewhere não saiu do meu MP4. Daí eles lançam um álbum novo, rola aquela puta espectativa. É, não sei dizer se é melhor que o St Elsewhere, mas não grudou na minha orelha como o álbum anterior. Mesmo assim é melhor que tudo que a black music e o pop produziram esse ano. Nota 8.
Achei que ia acabar o ano sem fazer isso, mas acho que, na medida do possível, sou capaz de fazer uma lista de acordo com o que eu poderia considerar "o melhor de 2008". Eu sempre gostei de listas, mas sei das inevitáveis complicações que elas acarretam, levando em conta gosto pessoal, estilos favoritos e tudo mais.
Esse pra mim foi mais um ano de garimpo musical, onde posso dizer que descobri muita coisa, principalmente num gênero que muito aprecio mas que vem ficando de lado nos últimos anos: o metal. Já escrevi bastante coisa sobre metal esse ano, mas não canso de me surpreender com oq ue a criatividade desses músicos é capaz de produzir.
Bem, vou então para uma lista do que de melhor eu ouvi esse ano, primiramente do que foi lançado esse ano:
MELHORES DE 2008
AC/DC - Black Ice
Não tive tempo de escrever uma resenha, mas esse é um dos melhores lançamentos do rock nos últimos tempos. Os Young despejam energia desde o primeiro riff de Runaway Train, música que já nasceu clássica. E, por todo disco, só tem clássicos. Pra mim, nota 10.
ASIA - Phoenix
Já comecei com duas bandas clássicas. Não tem como não viajar ao som de Never again e não lembrar daquela época onde ficávamos ouvindo as rádios esperando tocar clássicos de Europe, Asia e Journey para gravar nos nossos K7s. Nota 10. O quê? Não sabe quem é Steve Howie? Então vá embora daqui.
Atrocity - Werks 80 II
Depois de ouvir o que esses caras fazem com o som dos anos 80, sou incapaz de ouvir qualquer outra coisa que eles tenham lançado. Pra mim eles nasceram pra fazer covers. E são ótimos nisso... People are people, versão da minha banda favorita, não me deixa mentir. Eu dou um 9,0 pros caras, só por que depois descobri o Northern Kings, que apesar de ter tido a mesma idéia depois, é mais interessante.
Ayreon - 01011001
Quando ouço qualquer coisa que possui o nome de Arjen Lucassen eu tenho certeza que é algo genial. O cara faz um heavy progressivo muito bem tocado, e lotado de gente phoda. Ele já teve suas músicas cantadas por diversos vocalistas fodões, e todos seus álbuns contam uma história dentro de um projeto maior. O cara é foda, é a Opera Metal num nível acima de tudo que já vi nesse estilo (morra Avantasia). Esse disco tem Daniel Gildenlow (PAIN OF SALVATION) e Hansi Kursch (BLIND GUARDIAN), o que pra mim já faz do disco um clássico. Nota 9,5, só porque não é melhor que o The Human Equation.
Bittencourt Project - Brainworms I
E não é que o cara sabe cantar? Bom saber que existe um cara brasileiro, que toque tanto, consiga lançar um disco com tamanha qualidade e ainda com uma pegada prog pra Angra nenhum botar defeito. Além da versão cover obrigatória de O Pastor (cara, eu nunca tinha imaginado que essa música, que já era lindíssima com o Madredeus, ficaria tão perfeita numa versão metal). Puta bom gosto, puta disco. Nota 9,5.
Coldplay - Viva la vida
Não importa se não é melhor que X&Y e a Rush of blood to the head... Não importa se eles plagiaram o Joe Satriani. Não, nada importa, quando você se expõe aos primeiros e belíssimos acordes de Life in technicolor... Coldplay é maior do que muitos pensam e menor do que eles próprios acham. Mas ainda assim é uma das melhores bandas pop da atualidade. Nota 8,5.
Duffy - Rockferry
Se a Amy Winehouse não fosse junkie extreme e fosse bonita (e loira) ela seria a Duffy? Não, a Amy tem o seu lugar na história da música garantido, mas cada vez que eu ouço Mercy eu só consigo pensar DA ONDE SAEM ESSAS PESSOAS?! Linda, canta muito e é classuda: nota 9 pra esse disco, indispensável.
Gnarls Barkley - Odd Couple
Um puta cara criativo e um negão que canta com o âmago do útero... desde que o mundo conheceu a power fuckin Crazy ano passado, que a St Elsewhere não saiu do meu MP4. Daí eles lançam um álbum novo, rola aquela puta espectativa. É, não sei dizer se é melhor que o St Elsewhere, mas não grudou na minha orelha como o álbum anterior. Mesmo assim é melhor que tudo que a black music e o pop produziram esse ano. Nota 8.
Haggard - Tales of Ithiria
Não posso falar nada de um álbum nota 11. Falarei disso no próximo post, quando resenharei essa obra prima. Quando falo de obra prima, falo do melhor disco que ouvi no ano e de um dos melhores discos da história. Um disco nota 11, sem erros, perfeito como poucos conseguiram ser.
Até.
PÓS-FÁCIO
Pra dar um gostinho do que é o Haggard, uma música de seu álbum de 2004, Eppur si muove:
Até.
PÓS-FÁCIO
Pra dar um gostinho do que é o Haggard, uma música de seu álbum de 2004, Eppur si muove:
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