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domingo, 20 de outubro de 2013

Salvem as baratas!



Todo mundo tem que dar pitaco, certo? Então lá vou eu. Bom dia!

Eu, se pudesse, enfiava um tubo de ensaio quente e bem grande reto adentro de alguém que tortura um animal pra fazer um produto de beleza. Assim como morro de vontade de tirar uma tira de couro de um peão de boiadeiro na espora, com seu saco escrotal devidamente atado e bem apertado pra ele pular bastante. Todos nós temos vontade de ver gente que maltrata bichos sofrer o dobro. São animais irracionais, que não entendem o porque estão ali e sofrem para suprir nossos caprichos fúteis. Somos seres terríveis, capazes de coisas tão nefastas quanto arrancar olhos de animais para uma perua qualquer ficar mais cheirosa. A humanidade não vale absolutamente nada.
Isso posto, eu refleti muito. E não sou a favor do que está acontecendo no Instituto Royal.


sábado, 14 de janeiro de 2012

O pit bull de Kassab e Alckmin

Um animal é um ser irracional. Ele ataca por instinto.

Quando ameaçado, quando tem fome, quando quer defender seu território.

Um pit bull é um animal como outro qualquer.

Ataca por instinto.

O problema é que ele foi posto numa condição social pelo ser humano que o impele a ser uma máquina de matar.

Ele é uma excelente máquina de matar.

Por isso, ele foi colocado pelo ser humano numa posição marginal.

E, ao não saber lidar com a fúria incontida de um animal irracional, o ser humano sofre com sua própria criação.

Matar um pit bull para defender um indefeso não é errado.

É uma situação extrema, não há muito o que fazer.

O melhor seria se a sociedade aprendesse a lidar com a fera que criou.

Mas em geral, por não entender isso, as pessoas defendem que se extermine essa raça.

Adianta exterminar uma raça como pit bull?

É só o pit bull o responsável pela violência?

Um yorkshire pode morder mina perna, arrancar um pedaço.

O problema é que essa medida, paliativa, aplaca o desejo de vingança de uns, ao mesmo tempo que esconde o real culpado por tudo isso.

O ser humano.

Um viciado é como um ser irracional. Ele ataca por instinto.

Quando ameaçado, quando tem abstinência e precisa de mais drogas, quando quer defender seu território.

Um usuário de crack é como outro viciado qualquer.

Ataca por instinto.

O problema é que ele foi posto numa condição social pelo ser humano que o impele a ser um marginal.

Ele é um excelente tipo de marginal.

Isso porque ele foi colocado pela sociedade numa posição marginal.

E, ao não saber lidar com a fúria incontida de um viciado, o cidadão sofre com sua própria criação. Atacar, prender ou até matar um viciado para defender um indefeso não é errado.

É uma situação extrema, não há muito o que fazer.

O melhor seria se a sociedade aprendesse a lidar com o problema que criou.

Mas em geral, por não entender isso, as pessoas defendem que se extermine essa "raça".

Adianta exterminar uma raça como a dos cracômanos?

É só o viciado em crack o responsável pela violência?

Um playboy pode agredir você na rua, só por você ser gay.

O problema é que essa medida, paliativa, aplaca o desejo de vingança de uns, ao mesmo tempo que esconde o real culpado por tudo isso.

A própria sociedade.

A sociedade que criou os pit bulls criou a cracolândia.

A polícia está tão sem rumo quanto os próprios viciados.

Prender e bater nessa gente não faz diminuir o número nem acaba com o problema.

Mas ajuda a "limpar" a área.

Limpar...


Ele sabe que o paulistano que o elege, o paulistano que é fascista, preconceituoso e burro, quer isso: ele quer sair na rua e não ver o viciado, o mendigo, o marginal.

Não importa se ele está bem ou mal, se o problema está resolvido mesmo ou não.

Importa é que eu não seja exposto a gente feia, gente suja...

E ao iminente perigo de ser atacado pelos animais irracionais da cracolândia.

A política de higienização do estado de São Paulo lembra os momentos mais terríveis do nazismo hitlerista.

A cracolândia virou um campo de concentração, onde a polícia brinca de SS.

O prefeito e o governador são, respectivamente, Mussolini e Hitler do terceiro mundo.

É evidente que isso tem a ver com o fato de que teremos eleições esse ano.

O líder nas pesquisas é Celso Russomano, o eterno malufista.

Nada melhor pra conquistar o eleitorado paulistano que agir como Paulo Maluf, pondo a Rota pra bater em viciados.

Mas eu penso: em 20 anos de governo do PSDB, só agora a cracolândia é um problema?

Não adianta nem falar em responsabilidade de governos anteriores.

Nenhum, nenhum dos partidos que passaram pelo governo federal e pelo municipal fez nada pra resolver esse problema.

E do estadual nem dá pra falar nada, pq antes de PSDB tínhamos Fleury, Maluf...

O paulista tem saudades da ditadura.

Sente falta de bater em comunista, em marginal, em viciado.

O paulista queria ter se emancipado do Brasil.

Não demorará pra guerra contra as drogas virar a plataforma de campanha de Kassab e Alckimin.

A guerra contra as drogas que já foi perdida, diria o intelectual.