| Fonte: Site de Edir Macedo |
sábado, 2 de agosto de 2014
A fé que soterra a razão: é urgente intervir nas Neopetencostais para salvar o Brasil
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Marcha para a Ignorância
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| http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/07/20-marcha-para-jesus-reune-multidao-em-sp.html |
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ciência - Religião
Assim, da mesma forma, como a autoafirmação é parte intrínseca do processo evangelizatório, afirmar que há qualquer tipo de convergência entre teses científicas e dogmas religiosos tira força da ciência, mas não da religião. É interessante para a própria religião que ela se coloque como acolhedora (é a sua função, inclusive, a nível psicológico), portanto, acolher para si o discurso científico passa a falsa ilusão de plenitude do discurso religioso, que abarca todos os outros. Assim, ao mesmo tempo, menospreza qualquer possível atrito pela autoafirmação de seus dogmas sobre os discursos que contém, submetendo-os (e seus métodos) às suas próprias idiossincrasias - haja vista qualquer debate alçado ao nível político, que envolva o questionamento de dogmas religiosos: sempre o discurso religioso se coloca como anterior e superior ao secular.
Isso é apenas uma curta reflexão; o debate é muito mais longo e produtivo que o que está exposto aqui. Mas nenhuma discussão séria sobre isso, a meu ver, podemos observar de cima do muro. Nesse caso ainda mais pois para mim não há caminho no meio entre as duas visões de mundo: ciência é o contrário de religião. Devemos deixar de lado a ingenuidade e assumir nossos discursos, pois passou da hora de assumirmos que, mediante seus mais rígidos aspectos nocionais, ciência e religião são sempre excludentes e, porque não, reciprocamente substituíveis mediante a postura que se assume diante do mundo.
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PS: as imagens são retiradas de um blog que tem a visão oposta a minha, e acho que vale a visita, para expandir a discussão: http://www.criacionismo.com.br/
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
2012 chegou, e agora?


terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O sacerdote e o Big Brother


Os acolheu e lhes deu uma filosofia nova de vida, que os incluía.

O preconceito era substituído pelo amor, amor esse incondicional.
Muito menos da bancada parlamentar Evangélica da nossa Câmara dos Deputados e Senado.


Que faz do Senado um culto religioso?
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Jesus e o cachorrinho

E o facebook, que já era o palco substituto do sensacionalismo à lá Cidade Alerta, virou a farra do boi!
De um lado aqueles que desejam a cabeça da enfermeira que agrediu um Yorkshire até a morte deste.
Do outro, pessoas que se dizem indignadas com as pessoas que se preocupam mais com os direitos dos animais que com direitos humanos.
Pra mim, é doente quem acha que não há nada demais em se maltratar um animal até a morte, bem como quem acha que isso não é motivo de indignação.
Mas não se exclui o fato de que há uma desmesurada comoção com os eventos de violência contra os animais em relação proporcional com a comoção para com a violência cotidiana contra outros seres.
Porém, diferente da opinião encontrada neste texto não considero essa uma falácia argumentativa, pois a atenção atrela-se a postura tipicamente atual de uma sociedade onde, como li num outro texto ótimo que postei hoje no meu facebook, "a quebra dos laços sociais alçou os animais de estimação à categoria de senhores absolutos".
Vivemos em uma sociedade de pessoas isolacionistas, que se protegem com o escudo da internet para despejar tanto seus preconceitos, quanto o politicamente correto.
É excelente poder estar em uma sociedade onde as pessoas podem dar sua opinião abertamente.
Nós vivemos numa época onde qualquer pessoa pode ler uma receita de um bolo feito na República Tcheca ou um livro do Durkeim sem sair de sua poltrona.
Mas, da mesma forma, a consequência da liberdade de expressão é uma autorregulação social natural derivada da possibilidade de TODOS poderem opinar.
Quando as pessoas dão a cara a tapa na internet, elas agem em prol do que acreditam sem medos, pois não são pessoas físicas e situações físicas.
Muitos que hoje se expressam abertamente sobre o que pensam do mundo antigamente não o fariam em seus grupos sociais com medo de represálias.
Agora seus grupos sociais são virtuais.
Eles são mediados com apenas um clique num botão que exclui aquela pessoa de seu círculo, ou deleta o comentário que vc não quer ver.
Logo, perdeu-se o medo de opinar, pois a réplica é mediável!
E, assim, confunde-se inconsequência com opinião.
Outra maravilha criada no âmbito do facebook é o botão de compartilhamento.
Ele permitiu que tudo chegue a todos imediatamente.
Assim, se vc nutre o mais vil gosto, vc não mais se esconde: vc sabe que há alguém dentre as bilhões de pessoas que compartilham esse gosto.
Compartilha-se preconceitos, censuras, campanhas e mobilizações.
Mas poucos compartilham reflexão, ideias ou ainda levam essas discussões pra outro âmbito.
Tenho acompanhado algo interessante que demonstra claramente a falta de noção das pessoas sobre o que é o politicamente correto.
É um exemplo que podemos usar para refletir, também, sobre o caso do pobre cachorrinho.
Há uma página no facebook chamada "Jesus Bêbado".
Ela propaga brincadeiras e críticas severas e, porque não, ofensivas à religião, especialmente a cristã.
Da mesma forma que outras páginas, como a "Eu ODEIO o Corinthians (GAMBÁZADA)" que propaga brincadeiras, muitas extremamente ofensivas, com corinthianos.
E é só procurar que vocês acharão mais coisas do tipo.
Mas, eis que um grupo de cristãos quer banir a página do "Jesus Bêbado".
O argumento do grupo é "Ela é, totalmente, abominável, e sarcástica com todos os que acreditam em Deus!"
Podem falar que eu estou exagerando mas, em pleno século XXI, "Jesus Bêbado" está sendo acusada, vejam vcs, de heresia!
Porque nenhum corinthiano vai mandar fechar a página "Eu ODEIO o Corinthians (GAMBÁZADA)" porque se sente ofendido.
Provavelmente ele vai abrir uma ofendendo quem ofende o corinthians.
O que temos aqui, e no caso da enfermeira, é a desvirtuação da ideia de politicamente correto em prol de uma necessidade de expressar a todo custo que vc se importa, seja lá qual for a opinião.
Vivemos a ditadura do indignado.
Sua opinião é válida, mas desde que encarada dogmaticamente, ela é imposição.
Não tem como dizer que maltratar um animal é defensável.
Isso não é uma opinião.
Isso posto, penso que a reflexão deve dar-se no meio termo entre duas leituras: por um lado, um crime é um crime e merece punição; por outro lado, há mais coisas para se pensar e refletir que a mera reprodução de um discurso massificante sobre a punição.
A generalização é imbecilizante, e o argumento sempre perde força.
Mas é importantíssimo nos atermos a duas consequências dessa propagação da indignação internética, uma boa, outra ruim.
(1) A divulgação de retratos de criminosos, bem como de campanhas de mobilização são maneiras de tornar esse Facebook finalmente mais do que um simulacro das relações sociais.
Da mesma maneira, a simples existência de uma possibilidade de engajar-se num debate, ter acesso a diversas opiniões e poder refletir a respeito disso é um fruto muito bem vindo das redes sociais.
Qualquer possibilidade de exercer seu senso crítico, de debater e de conhecer mais é bem vinda.
Se o Facebook, filtrando as bobagens, pode permitir que nossos debates de salas de aula, reuniões de amigos, bares e etc. saiam desse espectro e atinjam mais pessoas e permitam a reflexão, ele já vale a existência.
(2) A tendência à falácia é constante e quase inescapável, bem como a falta de noção das pessoas de que um espaço público de divulgação de ideias precisa de bom senso, senão vira apenas um palanque de oradores vazios, pros dois lados.
Não entendo, por exemplo, como pessoas podem reclamar de uma enfermeira que massacra um yorkshire e continuar indo em rodeios.
O problema da maioria das pessoas é a falta de argumentos, ou da noção argumentativa.
Se vc defende a vida, como eu defendo, divulgue a cara dos criminosos para que eles sejam presos.
Agora, divulgar corpos de animais estraçalhados, cenas de morte e violência em nada ajuda quem foi vítima.
Bem como reclamar a esmo pra que as pessoas vejam que vc é uma pessoa indignada só demonstra que a moda de "xingar muito no twitter" mudou apenas de rede social.
E todo mundo tirava sarro da fãzinha do Restart...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
"Como diz a Bíblia" - Documentário.
Ele trata sobre a relação entre as religiões e a homossexualidade. É um documentário premiado e importantíssima reflexão acerca da intolerância.
O discurso contra a homossexualidade se propaga com força, e os palanques e altares religiosos têm sido os principais veículos desse discurso.
Assistam, vale a pena.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
A Frente de Direita - Parte 1: Direitopatia e Homossexualidade

Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo... tudo isso. Esse pessoal começou a lutar, para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “o senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias... tudo é conquista do socialismo. O socialismo só não deu certo na Rússia.
Por quê?
Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder. O socialismo hoje está infiltrado em todo lugar.

Carlos Apolinário, que se diz o "Vereador das Mãos Limpas", mas logo abaixo desse logo, em letras miúdas, deixa visível o lema "Fé e Trabalho". O que evidencia a segunda diretriz do comportamento direitopata: a defesa da Fé.
Aguardem a parte 2: Games, Heavy Metal, Noruega e o poder da Fé. Abraços.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Palavra da Salvação
sexta-feira, 11 de março de 2011
8,9

(...)Ó infelizes mortais! Ó deplorável terra! Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra! Exercício eterno que inúteis dores mantém! Filósofos iludos que bradais «Tudo está bem»; Acorrei, contemplai estas ruínas malfadas, Estes escombros, estes despojos, estas cinzas desgraçadas, Estas mulheres, estes infantes uns nos outros amontoados Estes membros dispersos sob estes mármores quebrados Cem mil desafortunados que a terra devora, Os quais, sangrando, despedaçados, e palpitantes embora, Enterrados com seus tectos terminam sem assistência No horror dos tormentos sua lamentosa existência! Aos gritos balbuciados por suas vozes expirantes, Ao espectáculo medonhos de suas cinzasfumegantes, Direis vós: «Eis das eternas leis o cumprimento, Que de um Deus livre e bom requer o discernimento?» Direis vós, perante tal amontoado de vítimas: «Deus vingou-se, a morte deles é o preço de seus crimes?» Que crime, que falta cometeram estes infantes Sobre o seio materno esmagados e sangrantes?
Voltaire, Poema sobre o desastre de Lisboa
quinta-feira, 10 de março de 2011
Terrorismo Religioso
Eu sou contra o fanatismo religioso, por princípio.O principal motivo é porque ou contra a religião como conceito, idéia, instituição ou fundamento.
Acho errada e nociva a sua existência, não traz benefício algum à ninguém, servindo apenas de mecanismo alienador e ferramenta de opressão dos direitista atrasados e fascistas.
Religião é a imposição de uma verdade única e absoluta, que se apropria do ser e da razão em prol de fins mesquinhos.
Qualquer religião é fascismo.
Por isso, toda vez que leio a palavra DEUS me sinto sendo oprimido por um terrorismo ideológico.
A utilização do caps lock em DEUS me soa como uma pessoa com uma bíblia grudada ao sovaco gritando na minha orelha.
Mais ainda, o mesmo ocorre quando leio JESUS. E ultimamente tenho lido JESUS muito mais frequentemente que DEUS, pois é a arma pentecostal do messianismo básico.
Da mesma forma que a exposição de cartazes dos famosos "grupos de oração" na universidade onde estudo me causa ojeriza.
Vou a universidade todos os dias estudar.
Orar é algo que se faz em casa ou na sua igreja.
A universidade é laica.
Da mesma forma que é proibida a propaganda política na universidade onde estudo, esse tipo de entidade deveria ser banida.
(Como disse uma amiga minha hoje, grupo de oração é lugar pra arranjar marido).
Mas não. Todo dia vejo cartazes de GOU (Grupo de Oração Universitário) e ABU (Aliança Bíblica Universitária) no campus e penso seriamente em fundar a GAS (Grupo de Adoradores de Satã).
Será que alguém me impediria de divulgar?
Bem, para todos os efeitos, essa exposição religiosa é um tipo de terrorismo também.
A evangelização, em si, é um terrorismo.
E eu não sou contra terrorismo, sou muito é a favor.
Acho que os palestinos tem que enviar os israelenses pro raio que o parta mesmo.
Tomaram as terras deles, é justo.
Mas Jesus pra mim se escreve assim, como qualquer nome de pessoa ou ser maravilhoso.
Como João ou Hércules.
E deus, mais ainda, se escreve com "d" minúsculo.
O nome do seu deus, meu querido cristão, é Javé, ou IHVH.
Deus é um nome genérico de toda e qualquer entidade venerada por um grupo.
Pra mim, deus deveria ser escrito em minúscula, sempre.
Já que, pra mim, ele não passa de mais um amigo imaginário de adulto.
Mas, numa sociedade que permite grupos de oração na universidade laica e quem tem o dizer DEUS SEJA LOUVADO em sua moeda, é de se esperar esse tipo de comportamento.
Que parece cada vez mais opressor, crescendo em direção a um fanatismo perigoso.
Acho que é mesmo hora de fundar um grupo... vai me ajudar a conseguir umas gatinhas e uns amigos.
Que tal o BREJA (BRasileiros Estudantes Jovens Ateus)?
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PS: Em homenagem aos descrentes, KAFIR!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Impropério do dia
GOLPE

A mídia noticia, diariamente, a suposta fuzarca na Casa Civil, como se Dilma ainda fosse ministra.
Manifestações como a de ontem, em SP (a cidade que mais merece ser bombardeada nesse mundo, depois de Vaticano e Jerusalém), mostram a face mais conservadora de uma parcela da população que usa cordão de isolamento pra se relacionar com o povo e limpa as mãos quando cumprimenta nordestinos.
Cansados de serem ricos, cultos e brancos governados por pobres, analfabetos e nordestinos, eles tentam o golpe, e vociferam por uma liberdade e democracia que não tem nada de francesa.
(Quando a França, aos moldes do que querem esses fascínoras, expulsam estrangeiros pobres do seu país, exemplo de fraternité)
Enquanto suas filhas tem como única meta na vida dar pros meninos do Restart ou pro Fiuk, os nossos medíocres paulistanos brancos buscam voltar a serem o centro do universo. Não conseguem aceitar, como nunca conseguiram, os direitos dos pobres.
Quando vejo o crescimento de ABU(B)s nas universidades (na sua busca incessante pela fundação de um departamento do Dízimo Pentecostal em cada curso superior), da ANJ (também conhecida como a Associação dos DONOS de Jornais), dos amigos da Ana Maria Braga (também conhecidos como os homeopatófilos leitores do "Segredo") e da corja organizada de tucanato, penso que é muito fácil de entender como a Dilma cresce nessas eleições (apesar do Datafoda-se achar que não).
É nojo.
Assim como a mediocracia branca tem nojo de nordestinos pobres, agora os nordestinos pobres tem nojo dos enfarinhados (snif) branquelos da Tradição, Família e Propriedade.
Chorem agora! Nem o Luan Santana vai satisfazer as pererecas em chamas das viúvas da ditadura.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Quem me dera...

Muitos deles tem origem numa campanha de várias instituições religiosas, que atacam Dilma por motivos tão diversos quanto a defesa do aborto e o seu passado de guerrilheira.
Tanto é que o PT foi obrigado a reagir, mandando imprimir um boletim para afastar essas discussões de alçada religiosa.
Mas, o que eu acho mais interessante, é que as pessoas acham que me convencem a não votar em um candidato pelo fato de ter um passado de comunista e guerrilheiro. É interessante, ainda, como as pessoas acham que ter feito parte de luta armada é o mesmo que ser criminoso, que votar em alguém de orientação originariamente comunista, marxista ou ao menos esquerdista é uma péssima escolha política.
Como se um dos principais motivos pelo qual eu voto na Dilma não fosse justamente esse.
Muitos ainda a ligam (e ao presidente Lula) à ação de grupos organizados como o MST.
E eu penso: ah, que bom seria se a relação entre o PT e o MST fosse tão mais estreita como as pessoas pensam!
Em verdade, nesse caso, o melhor a se votar seria o Plínio, já que ele é defensor de invasão de terras, da apropriação e do fim do latifúndio. Mas, como eu sei que a candidatura do PSOL tem mais força na Câmara que no executivo, voto nos deputados do PSOL em prol de uma luta mais séria por tais temas no congresso.
Ah, quem me dera que a minha candidata fosse tão comunista como a pintam.
Que ambos fossem tão marxistas a ponto de serem ateus! Muito melhor seria um presidente ateu e comunista, marxista e ex-guerrilheiro que um administrador pai de família ou um economista fiel a deus.
Quem me dera a minha candidata fosse a favor do aborto e da união entre homossexuais. Que fosse ela a única a decidir a favor dessas questões, sem ter que passar por um congresso cheio de políticos corruptos, direitistas, conservadores, atrasados e proselitistas.
Que maravilha seria ter uma candidata capaz de limpar o congresso da evangelização burra, do interesse dos donos de terra, dos aproveitadores baratos.
Ah, que bom seria se a ligação com movimentos revolucionários fosse assim tão forte, se a minha candidata tivesse mesmo matado inimigos em prol da liberdade de seu país.
Que bom seria se a candidata que pintam fosse mesmo a Dilma Roussef.
quinta-feira, 25 de março de 2010
But all punishment is mischief: all punishment in itself is evil.
Ah, e um lembrete de última hora - há ligeiras menções ao episódio dessa semana do Lost. Para aqueles que temem por resvalar em leves spoilers, fica o alerta... mas acho que nada do que direi aqui é muito revelador. (agradeço ao Arthur Malaspina pela dica)
Isto é, ontem foi exibido nos EUA Ab aeterno, o nono episódio da 6ª e última temporada de Lost.
Onde vislumbramos o passado de um homem imortal, passado que expõe as antagônicas figuras de Deus e do Diabo, em suas encarnações "Lostianas".
Não quero falar mais... quem quiser entender melhor o caso deve assitir essa magnífica narrativa.
Mas a questão me levou a outro ponto...
Boa parte do que se coloca nesse final eletrizante dessa série é a oposição mais fundamental que rege a humanidade.
O que é o bem, e o que é o mal?
Para muitas pessoas, lados opostos da mesma moeda.
Para a maioria dos ocidentais (e alguns orientais), Deus e Satã.
Mas quem é esse ser demoníaco que atende por diversas alcunhas?
Porque é tão intrigante, até fascinante?
O tentador, o sedutor...
Vésper.
engendrou a figura complexa do Adversário é algo importante, sobretudo devido ao
fato de que o mito do grande oponente do Deus judaico-cristão – sobretudo cristão,
na relidade – não possui uma continuidade histórica unívoca. Embora seja uma idéia
bastante difundida atualmente vale lembrar que a religião dos hebreus, na base
mítica do judaísmo tardio e do cristianismo, não apresentava, a partir de seus textos
sagrados, a figura do Diabo tal como o conhecemos hoje. Na verdade, uma série de
elementos reconhecidos pelo cristianismo como pertencentes à esfera do Diabo não
o eram a princípio. A serpente do Éden, o Satã do livro de Jó, a Estrela da Manhã do
livro de Isaías, assim como a figura do Dragão de antigos mitos de confronto entre
Caos e Ordem ou deuses ctônios de povos inimigos, nada era a princípio parte de
um mito complexo e tardio (mas de evidente força) (PRADO, 2007).
O demônio faz parte da vida de todos, como Deus... o problema é que, como vivemos a mitologia cristã, não há em nosso mundo uma discussão séria sobre o papel do mal em nossas vidas.
E o diabo não é, por assim dizer, o mal.
Ele é o adversário. O contestador da ordem.
O revolucionário, por assim dizer.
Assim como ele aparece em Lost, como o inimigo de Jacob.
Assim como ele tenta e corrompe... mas também apresenta caminhos mais fáceis para o mesmo destino.
Eu conheço esse discurso não só da igreja aliás.
Há alguns anos, virei grande fã de Metal Extremo, e descobri no Black Metal pessoas criativas, habilidosas e excelentes músicos.
Nunca fui fã, admito. Mas hoje posso falar sobre algumas bandas que levam a bandeira do estilo com muita responsabilidade.
Mas há outra bandeira... e outro Black Metal...
O de Satanás.
Existem, é claro, dois Satanás aqui.
Um é apenas um personagem de narratvas de jovens músicos preocupados apenas com sua música, para quem Satanás é símbolo de rebeldia, como o foram as drogas e o sexo livre.
O outro, o símbolo do mal, é o patrono de uma seita surgida nos meandros da "sociedade metálica".
Aquela seita que queima igrejas, que mata.
De gente como Varg Vikernes... e Ghaal:
Mas, é claro, nada disso tem mesmo a ver com Satã.
Tem a ver com a estupidez humana...
A falta de noção dos limites entre o racional e o irracional.
E é quando ligo a tevê que me deparo com cenas que me fazem repensar ainda mais como o ser humano lida com o mal.

O caso de André Luiz dos Santos, empresário de 49 anos, é emblemático. Ele saiu de Ponte Nova (MG) para protestar, carregando uma cruz de madeira de aproximadamente 1,8m de altura pesando cerca de 30 kg. Em frente ao fórum, André se amarrou à cruz com cartazes pendurados e fotos de Isabella.
Para a maioria das pessoas, os Nardoni do afamado caso Isabella são não apenas culpados...
Para André, que afirmou que “Isso não tem relação com Cristo. Tem relação com a paz”, o que são os Nardoni senão uma encorporação terrena do que é o mal.
Para a maioria dos espectadores desse caso, para as milhares de pessoas que fazem vigília à porta do fórum, os Nardoni são o mal.
Não devem pagar com 30 anos de cadeia, devem morrer.
Como eram apedrejados os blasfemadores e as prostitutas em tempos antigos.
E ainda o são em alguns países onde quem manda é a "lei de Deus".
A maior parte da população espera dos seus líderes mais a lei de Deus que a dos homens.
A lei que pune com sangue, do olho por olho, do velho testamento.
Assim, o julgamento do caso Isabella acabou antes de começar.
Porque existe sim a chance deles serem inocentes.
Mas os Nardoni já são culpados. Nunca mais vão poder voltar à sociedade.
Mesmo julgados inocentes, serão penalizados por uma sociedade que não entende o mal.
Ou o bem.
Que julga os homens pelos mesmos motivos mesquinhos que julgava há séculos.
Que não tolera, não entende e se vinga.
E que prefere o conformismo de Deus ao questionamento do Diabo.
Nietzche, Ecche Hommo
O fundamento do ato do Sr. André me leva também a outro "Jesus Cristo" moderno.

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos. Que segundo consta queria levar Glauco, o cartunista, para dizer à sua mãe que ele era Jesus.
Um desequilibrado, sem dúvida, mas nunca pelo daime.
Uma seita, sim, mas não menos nociva que o catolicismo, os cultos evangélicos ou outra que seja.
Desde o oráculo de Delfos até o Daime temos milênios de transes hipnóticos e curas místicas para males.
Cadu, assassino de Glauco e de seu filho, é tão vítima quanto os dois.
Quanto Isabela.
Mas o mal - ah, o mal - o mal é uma característica dos homens!
Deus, que observa, rege e pune, é o bem.
Lúcifer, que contesta, negocia e liberta, é o mal.
Disso se fazem os psicopatas, dentro e fora das religiões.
Dentro, temos crápulas como Edir Macedo, cujos fiés seguem como a um novo Jesus, e que propaga que o mal se encontra, por exemplo, no candomblé.
Ou seja, uma religião de todo um povo é símbolo do mal para muitas pessoas...
E não é coincidência que seja a religião de negros, de pobres.
Assim é para católicos, pentecostais, ou simplesmente supersticiosos.
Porque toda religião nada mais é que uma superstição institucionalizada.
Mas a bola levantada pelo Lost lembra-nos também de um outro aspecto dessa relação: o livre-arbítrio. A capacidade do homem de escolher seu caminho.
O deus de Lost não pune, ele controla as vidas de um grupo de coitados para fazê-los crer em suas capacidades e, assim, provar ao seu "inimigo" que é o lado "branco" da moeda.
Se é que isso já não é uma punição.
Crer ou não não é a questão.
Eu não creio.
(e por vezes tenho medo de quem crê)
Mas a questão é: o que se faz em nome do bem e do mal se justifica?
E o que, afinal, são bem e mal? São Deus ou Satã?
É melhor viver para sempre na doutrina dogmática de Deus ou se libertar na vida corrompida de Satã?
O homem não nasceu para sofrer, para ser punido.
Não nasceu para se submeter.
De Nardonis, Ghaals, Cadus e Macedos eu tiro uma conclusão:
Nós, os mortais, criamos Deus e Satã. Somos maiores e melhores que eles.
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PS: O título do texto ("Toda a punição é maldade; toda a punição em si é má") é uma frase de Jeremy Bentham, figura com a qual não concordo 100%, mas que cunhou uma frase genial.
Uso aqui um trabalho fenomenal de um grande amigo:
Prado, Márcio Roberto do. Vésper – 2007. Disponível em: http://www.fclar.unesp.br/posestlit/teses/marcio_roberto_do_prado.pdf
Agora um alívio cômico da MadTv: Toque de um Ateu:
George Carlin rules!!




